A vida Monástica

O Mosteiro é o lugar que Deus custodia (cf. Zc 2, 9); é a morada da sua presença singular, à imagem da tenda da Aliança, na qual se faz o encontro diário com Ele. O Mosteiro, como cidade construída e governada segundo o espírito e a Regra de São Bento, é também a “escola de serviço de amor ao Senhor”. Nesta escola, aprendemos a procurar verdadeiramente e intensamente a Deus com todas as nossas forças, a nada antepor ao amor de Cristo, na pureza e na simplicidade próprias da vida monástica.

Somos chamadas por Deus a vivermos toda a nossa existência orientadas para a busca de Seu rosto. Aprendemos a formar o próprio coração procurando a sua harmonia e unificação, restaurando a sua humanidade fragmentada, para termos um coração indiviso centrado em Deus, em plena comunhão e intimidade com Ele.

Vivendo e conhecendo a nós mesmas, encontramos e contemplamos a Deus no coração do mundo. Com a nossa vida consagrada totalmente à oração, litúrgica e pessoal, “podemos curar as chagas de tantos irmãos” (Vultum Dei Quærere, 16). O claustro não nos isola do mundo, mas nos aproxima dele, pois quando morremos para o mundo e para nós mesmos, o mundo vive e se renova. “Quanta eficácia apostólica se irradia dos mosteiros através da oração e da imolação! Quanta alegria e profecia grita ao mundo o silêncio dos claustros! (Papa Francisco) ”



Para ser sustentada neste caminho, a monja encontra:

  • Oração litúrgica que determina o ritmo monástico;
  • A Lectio Divina, a leitura orante da Palavra de Deus;
  • O trabalho manual no silêncio e solidão;
  • Vida comunitária, que nos leva a caminharmos juntas para a Vida Eterna.